quinta-feira, 4 de julho de 2013

As voltas constantes do mundo

Pode partir...

De braços abertos te entrego,
As voltas constantes do mundo,
Para que teus anseios vorazes de vida,
Em teus braços adormeçam serenos,
E assim não consuma sua esperança.
Pode partir, não serei escravo da dor, nem profeta do rancor,
Estarei de pé, em silêncio,
Observando os barcos desaparecendo no horizonte.
E terei o coração navegante,
Esperançoso, de um olhar mais que qualquer fitar, ao encontrar a nova terra.
E ao sentir a brisa leve, estarei certo, e semearei um jardim,
Flor em flor, a cada amor perdido, transformando a tristeza de cada adeus,
Em uma flor de esperança.
E assim saberei dos mistérios, e dos caminhos sinuosos,
que a vida e a sorte pode me trazer.

(Eduardo E.S.P.Dias)