Pode partir...
De braços abertos te entrego,
As voltas constantes do mundo,
Para que teus anseios vorazes de vida,
Em teus braços adormeçam serenos,
E assim não consuma sua esperança.
Pode partir, não serei escravo da dor, nem profeta do rancor,
Estarei de pé, em silêncio,
Observando os barcos desaparecendo no horizonte.
E terei o coração navegante,
Esperançoso, de um olhar mais que qualquer fitar, ao encontrar a nova terra.
E ao sentir a brisa leve, estarei certo, e semearei um jardim,
Flor em flor, a cada amor perdido, transformando a tristeza de cada adeus,
Em uma flor de esperança.
E assim saberei dos mistérios, e dos caminhos sinuosos,
que a vida e a sorte pode me trazer.
(Eduardo E.S.P.Dias)