quarta-feira, 13 de junho de 2012

Véu noturno

Véu noturno

Sob o véu noturno,
Jaze o silencio que almeja,
O grito cortante de um sentimento,
Que principia,
Alastra-se e não finda.

Sob a luz das estrelas,
Pensamentos infinitos,
Sob o infinito universo,
Leva-me a ti,
E me traz o saber.
Deixo-me levar,
Nas areias do tempo,
À fonte do sentimento,
Que anseia a pureza do teu mar.

E quando um segredo o vento,
Sussurra em meu ouvido, chego acreditar,
Que há mais entre nós,
Que é a tua voz,
Vejo no céu teu olhar...

E quando em teu semblante desvendar,
Os segredos que habitam a primavera,
Não haverá razão do amor fenecer,
Tendo nas mãos o cálice da imortalidade,
Hei de entregar o meu viver,
Tendo da fonte do prazer,
O caminho judicioso de te amar.

(Eduardo Do E.S.P.Dias)

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